Ver secção - Associação Ver secção - Membros Ver secção - Público
Caixa de pesquisa
opções
autenticação




Criar nova conta!
Perdeu a senha?
Links populares
  1. Maior comparticipação de medicamentos
  2. Novidades
  3. Beneficios dos associados
  4. Criar nova conta
  5. Auto-controlo e monitorização (P’ASMA)
  6. Foruns
  7. Convidar um amigo
versão para impressãoenviar por e-mail
Gripe A: Esteja atento, mas não entre em pânico!

Gripe A: Esteja atento, mas não entre em pânico! Se é asmático, saiba que não corre mais risco de apanhar o vírus H1N1 do que os outros, mas corre mais riscos se isso acontecer. Ou seja, a probabilidade de ser infectado é igual ao de qualquer outra pessoa. A diferença é depois do contágio. Se tiver gripe A e asma, a probabilidade de ter uma infecção mais grave, de ter complicações (ataques de asma, pneumonia) ou de ser hospitalizado aumenta. A gripe pode até ser fatal, se não for tratada a tempo. A palavra-chave é prevenção, algo que passa por medidas básicas de higiene, como lavar as mãos regularmente. Se mesmo assim tiver gripe, procure a ajuda o mais rápido possível. Quanto menos tempo decorrer entre o início dos sintomas e o início do tratamento com antivirais, melhores serão os resultados.  

Os asmáticos devem ter cuidados acrescidos com a gripe A. Na verdade, as pessoas com asma não correm mais risco de contrair o vírus H1N1 do que qualquer outra pessoa. No entanto, quando os asmáticos contraem uma infecção respiratória, incluindo a gripe A (originalmente designada gripe suína), poderão ter um agravamento dos sintomas, tais como falta de ar, tosse e aperto no peito, e complicações associada à infecção.

Não é por acaso que os asmáticos estão entre as pessoas mais afectadas por este novo vírus. De acordo com Lyn Finelli, do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), 32% das hospitalizações por gripe A correspondiam a pessoas com asma (16% tinham diabetes, 10% eram fumadores e 7% estavam grávidas). Uma análise aos infectados que acabaram por falecer nos Estados Unidos mostra que os asmáticos são um grupo de risco, bem como os doentes com patologia pulmonar, diabetes e obesidade.     

Asmáticos correm mais risco de desenvolver complicações 

De um modo geral, a vulnerabilidade das pessoas infectadas é um factor determinante no prognóstico e na recuperação. Quando está subjacente uma doença crónica, como a asma, a possibilidade de ter uma infecção grave é maior. "O vírus H1N1 ataca tipicamente o tracto respiratório. Por isso, se tem uma doença crónica respiratória como a asma, o vírus pode torná-la pior, provocando exacerbações”, alerta Thomas B. Casale, Vice-Presidente Executivo da American Academy of Allergy Asthma and Imunology (AAAAI).

Como os asmáticos correm mais risco de desenvolver complicações, como crises de asma e pneumonia, as autoridades aconselham-nos a estarem atentos aos sintomas, mas sem alarmismos. Se souberem detectar os sintomas de forma precoce, poderão iniciar rapidamente o tratamento e evitar o pior.

Mas não são só os asmáticos que devem ter cuidados redobrados com o vírus H1N1. Tipicamente, as crianças, bem como os idosos, são os mais afectados.

Depois, há uma série de doenças crónicas que podem aumentar o risco de ficar gravemente doente com a gripe A, tais como a doença pulmonar obstrutiva crónica, a doença cardíaca, a diabetes e situações que comprometam o sistema imunitário, como a infecção HIV/SIDA ou o cancro.

Também os nove meses de gravidez, quando a imunidade da mulher tem de encontrar um equilíbrio entre a sua própria protecção e a não rejeição do feto que traz dentro de si, são um período arriscado.

Do mesmo modo, os fumadores, que têm os pulmões mais fragilizados, e os obesos poderão sofrer mais complicações se forem contaminados com o novo vírus.

A relação entre a obesidade e a gravidade da gripe não está ainda totalmente confirmada e explicada, mas acredita-se que existe. Pelo contrário, há pessoas que estarão parcialmente imunes ao vírus na sequência de uma infecção anterior, porventura adquirida numa das últimas pandemias. Será o caso dos mais velhos.  

Mais vale prevenir do que remediar! 

Diz um velho ditado que é melhor prevenir do que remediar. No caso dos asmáticos, o ditado aplica-se na perfeição. Como diz Erica Evans, do Reino Unido, “o conselho mais importante para uma pessoa com asma é que adopte as precauções usuais para controlo de uma infecção”. 

A melhor forma de prevenir seria, certamente, uma vacina que protegesse contra o H1N1, contra o qual os humanos têm pouca ou nenhuma imunidade. Não se sabe se a vacina contra a gripe sazonal, que cobrirá os subtipos de Influenza mais prevalentes na estação anterior, dará protecção contra a gripe A, ou, pelo menos, se poderá reduzir a gravidade de uma eventual infecção. Há quem defenda que não e há quem defenda que sim.

Mesmo que o faça, sabe-se que apenas uma pequena percentagem da população, designadamente da população com indicação, como os asmáticos, toma a vacina anualmente. Em vários países, incluindo Portugal, a percentagem de asmáticos vacinados é reduzida.

Será, pois, necessário aguardar que as empresas farmacêuticas produzam vacinas especificamente destinadas a este vírus de origem suína. E aqui é que está o busílis da questão. É que ainda não é possível prever exactamente quando as vacinas estarão disponíveis para serem administradas à população (pensa-se que lá para o final do ano), tão-pouco se conhecem os alvos prioritários da vacina. As autoridades de saúde têm afirmado que os asmáticos estarão nesse grupo.

Enquanto a vacina não chega, tem várias alternativas: entrar em pânico, meter-se dentro de uma redoma ou seguir as recomendações. O que prefere? Então, aqui ficam alguns conselhos para impedir a transmissão do vírus: 

Proteja a boca e o nariz com um lenço quando tosse ou quando espirra. Deite o lenço imediatamente ao lixo. Se não tiver um lenço, use o cotovelo e não a mão.

Lave as mãos com frequência. As soluções alcoólicas também são eficazes.

Evite tocar nos olhos, nariz e boca para evitar a disseminação.

Evite o contacto com pessoas doentes.

Não partilhe alimentos ou bebidas.

Minimize as idas a locais públicos, especialmente se são fechados.

Se desconfiar que tem gripe, limite ao máximo o contacto com outras pessoas, incluindo no trabalho, na escola, nos transportes públicos e nos serviços de saúde.

Tente manter-se em bom estado de saúde.

Durma bem.

Beba muitos líquidos e coma alimentos saudáveis.

Pratique algum desporto.

Diga não ao stresse!

  

Sinto-me febril. Será gripe A?

Mesmo prevenindo (e um indivíduo prevenido vale por dois), há situações em que é impossível evitar o contágio. Por isso, o melhor é ter em mente os sinais e sintomas de alerta.

Os sintomas de gripe A mais comuns são febre, cansaço, falta de apetite e tosse, mas há também quem tenha corrimento nasal, garganta irritada, dores no corpo, dor de cabeça, arrepios, náuseas, vómitos e diarreia. São, portanto, sintomas muito semelhantes aos da gripe normal ou sazonal.

Caso suspeite de gripe, por favor não vá a correr para o hospital! Ao fazê-lo, só iria contribuir para disseminar a doença. Ligue imediatamente para a linha de saúde 808 24 24 24, onde saberão responder às suas dúvidas e, caso seja necessário, encaminhá-lo para o serviço de saúde mais adequado.

Para já, os casos suspeitos estão a ser analisados e as amostras de matéria biológico recolhido enviadas para um laboratório público para confirmação, preconizando-se o isolamento dos casos positivos para evitar a disseminação do vírus e ganhar algum tempo. Numa fase posterior, contudo, a maioria dos doentes será aconselhada a ficar em casa.

Há vários medicamentos antivirais disponíveis no mercado para combater a gripe, incluindo a gripe A, que já provaram ser eficazes na redução da gravidade e da duração dos sintomas, quando administrados dentro de 48 horas após o início dos sintomas, bem como na diminuição do risco de infecção em quem esteve em contacto com o vírus.

Dos fármacos em causa, aquele de que mais se tem falado é o Oseltamivir (Tamiflu). Administrado por via oral, ele previne a replicação do vírus dentro das células do tracto respiratório da pessoa infectada. O tratamento com Zanamavir tem-se mostrado igualmente eficaz no combate ao H1N1. Já com outros fármacos anti-virais (Amantadine/Rimantadine) existem casos de resistência deste tipo de Influenza A.

Ah! Está a perguntar se os asmáticos podem tomar antivirais. Claro que sim! O Tamiflu, muito particularmente, é perfeitamente seguro nos doentes que sofrem de asma.

No caso dos asmáticos, poderá ser necessário recorrer a outros fármacos para fazer face aos sintomas da asma, que podem agravar-se, designadamente corticosteróides orais. Convém, por isso, trazer sempre consigo um plano de acção e os medicamentos que está actualmente a tomar e os que costuma tomar em S.O.S.

Os antibióticos só terão cabimento quando houver uma complicação, como uma pneumonia.   

O vírus: o que é e como se comporta? 

Há meses que não se fala noutra coisa! É gripe A para lá, H1N1 para cá! Mas será que sabe do que estamos a falar? O H1N1 é uma nova variante do vírus A/H1N1 que nunca havia circulado entre humanos, sendo distinto dos vírus que costumam afectar Portugal no Inverno. Denominado por algum tempo como vírus da gripe suína, não se sabe bem onde surgiu, embora os primeiros casos tenham sido detectados no México.

O vírus infecta células do nariz, boca e garganta, sendo facilmente transmitido de pessoa para pessoa, por exemplo, através de partículas de saliva expelidas com a tosse ou o espirro. Essas partículas podem ser inaladas por outra pessoa ou, então, transmitidas através das mãos ou da superfície corporal. O período de incubação é, normalmente, de 3 a 5 dias. 

Aparentemente, o novo vírus é tão contagioso como o da gripe sazonal. Até agora, 98% dos casos são ligeiros. A larga maioria dos infectados tem sintomas leves, podendo mesmo não se aperceber de que são portadores do vírus (subclínicos). Alguns acabam por desenvolver complicações. Calcula-se que cerca de 1% possam vir a falecer.  

O que posso esperar desta pandemia? 

O vírus Influenza é dividido em três tipos diferentes: A, B e C, mas apenas os dois primeiros podem estar envolvidos em pandemias. Neste momento, não se sabe qual será a dimensão da pandemia. A sua gravidade (incluindo o número de mortos) dependerá de uma série de factores, designadamente das características virológicas, da vulnerabilidade da população (estado nutricional, existência de imunidade prévia, outras doenças) e da capacidade de resposta dos sistemas de saúde.

A Organização Mundial de Saúde tem aconselhado os países a elaborarem planos para enfrentarem a epidemia, o que inclui a recolha de dados epidemiológicos (número de casos suspeitos e confirmados, distribuição por idades e sexo, período de incubação do vírus, etc.), clínicos (sinais e sintomas da doença, curso clínico e resultados, número de internamentos e casos que requereram cuidados intensivos ou ventilação mecânica) e virológicos.

É de prever que os países não sejam afectados da mesma maneira, variando a gravidade conforme o clima, a estação do ano, a densidade populacional ou a resposta do sistema de saúde. Portugal tem já um Plano de Contingência para a pandemia de gripe. Um processo impulsionado pela ameaça da gripe aviária (quem não ouviu falar no H5N1?). Afinal, o perigo morava ao lado.

Entretanto, está em curso uma préreserva de vacinas para 30% da população, à semelhança do que está a ser feito na maioria dos países europeus.

Desde o início de Maio já foram confirmados mais de 150 casos de gripe A. “O Ministério da Saúde relembra que, na maioria dos casos, a doença já foi tratada e as pessoas retomaram as suas vidas. O aumento do número de casos importados e de transmissão secundária era já previsível pelas autoridades de saúde pública, tendo em conta a evolução natural da epidemia. Não há, por isso, qualquer razão de alarme”, declarou recentemente a Ministra Ana Jorge, num dos seus muitos comunicados.

Embora a maioria dos casos registados até agora tenham sido ligeiros, pode acontecer que o vírus se modifique no Outono, tornando-se mais agressivo. Por isso, temos de ser optimistas, mas cautelosos.

link

link

link

 

link

link

link

Patrocínio: www.paraquenaolhefalteoar.com

 

 

Criado em 28-Jul-2009 | Modificado em 29-Jul-2009
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
© 2007 APA - FMUP SBIM / CIJoomla é um software livre sob a licença GNU/GPL Ficha Técnica